domingo, 22 de dezembro de 2013

A vida é uma busca
Um perfeito que nunca chega
Mas quando não se procura
Apresentam para você

A imperfeita perfeição
Tão perto
intocável
E ao mesmo tempo longe
Palpável

Os pensamentos indiscretos
Restritos
Permitidos
Completados

Metades separadas
Inteiro que não se completa
Futuro que não é
Ideia que não foi

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Sabe aquele sentimento quando você conhece alguém que parece que é seu amigo desde sempre? Quando ocorre um "click" instantâneo, uma química inexplicável. Vocês são simplesmente tão parecidos, tão iguais, não faz sentido suas vidas nunca terem se cruzado antes.
E ele é simplesmente tão perfeito.
Não uma perfeição sem defeitos, ele é simplesmente suficiente. Ou melhor, seria. Seria perfeito se só abraços fossem o suficiente, ou se pudêssemos nos beijar. Seria perfeito se tivéssemos nos conhecido antes, seria perfeito se morássemos na mesma cidade. Seria perfeito se ele não fosse comprometido.
Por um tempo passei sem querer nada fixo, apenas uma amizade colorida (no máximo) com o garoto de quem tanto falo em meus textos, mas e quando de repente tudo muda, você se acha pensando em uma pessoa específica o tempo todo? E foi sem querer, até começar a escrever este parágrafo não tinha percebido que sim, se ele morasse aqui, eu iria querer algo além do que ficar com ele, e este sentimento já não me atingia ha um bom tempo. Mesmo ele não sendo daqui, não me importaria com um simples "amor de verão".
Acho que o fato de que ele quer isso também só piora as coisas. E até quando conseguiremos manter o autocontrole? Até que ponto minha felicidade vale mais do que a da namorada dele? Até que ponto vale a pena ir, sabendo que ele pode se magoar? E até que ponto ele iria? Até que ponto nossos sentimentos são iguais?
Até que ponto meu sentimento é realmente real?
Mas ele é realmente perfeito, ao menos para mim. Em uma lista de prós e contras, teríamos como prós o fato de ele ser lindo, de ele ser Bissexual (sim, isso é positivo), de ele ser engraçado e descontraído, de ele gostar de política e debater super bem, de ele se interessar por cenas urbanas (como grafites), de ele compor músicas, de ele falar bobagem (muita), de ele gostar de música boa e de séries que eu gosto (resumindo, como disse minha amiga, ele é minha versão masculina no mundo), e em contras teríamos o fato de ele ter namorada e morar longe. E isso que só conheço ele fazem 4 dias.
Até que ponto eu iria?  

domingo, 15 de dezembro de 2013


domingo, 8 de dezembro de 2013

A verdade é que preciso desabafar e não sei como fazer isso, com quem fazer isso e nem sei se vai dar certo. Não sei se tenho coragem nem se consigo expressar o que sinto.
Mudanças acontecem na vida. Quando eu era pequena achava que eu ia ser super popular quando crescesse, eu seria uma daquelas "Barbies" de filme americano que só incentiva o capitalismo, o machismo e todas essas outras coisas que se eu começar a falar não paro mais, eu teria cabelos lisos e compridos, seria magra e usaria roupas curtas e coladas, todos os garotos iriam me querer. Eu odiava e temia piercings e tatuagens, e o legal era o que saia na Capricho e estava na moda. Bom, eu mudei. Tenho meu cabelo curto, meu piercing (e outros por vir), quero uma (ou várias) tatuagem, aceito qualquer forma de corpo (menos o meu, assim digamos, mas isso é outra história) e acho que a sociedade não tem que se meter no peso dos outros. Se a antiga eu passasse por mim hoje, não iria nem me olhar, ou pensaria que não iria querer se tornar quem eu sou. Mas é isso que a vida faz, mudanças. 
Meu ponto aqui é dizer que, sim, mudar é uma parte da vida, mas quando as mudanças acontecem rápido demais e você se dá conta do que aconteceu, quando você muda ideologias, da medo. Eu gosto de explicar com exemplos, apesar de ter medo de estar me expondo demais: antes eu não bebia, eu era "santa", respeitava todas as regras, não gostava de festas, odiava cigarros e achava pessoas fumantes repugnantes. Ficar com alguém só por ficar era idiota, ficar com duas pessoas na mesma semana era ser puta, se você usasse roupas curtas, com certeza era uma ridícula sem conteúdo. De novo a sociedade machista me atingindo. Mas o que o tamanho da minha roupa tem a ver com meus conhecimentos? O que o fato de eu ficar com dois caras na mesma semana ou na mesma noite tem a ver com minha lealdade ou com meu amor próprio? Desde quando querer aproveitar a vida é errado?
Sim, eu comecei a beber, sim, sei que isso pode fazer mal. Bebi uma vez antes de ir para a escola enquanto organizava um evento do grêmio. E eu era a responsável por tudo. Já experimentei um cigarro, me engasguei e não gostei, não senti nada na verdade. Já fiquei com garotos só por ficar, já fiquei com um cara numa noite e no dia seguinte fiquei com outro. Sou cada vez mais adepta ao amor livre. Já usei roupa curta e transparente. Isso me faz uma má pessoa? Desmerece todas as outras coisas que eu faço, que eu fiz, que eu penso, enfim, desmerece a pessoa que eu sou?
Não.
Ao menos não deveria! Não devemos nos reprimir porque a sociedade diz que é errado. Você gosta? Sabe das consequências? Você quer mesmo assim? Ótimo, vai que é teu. Foda-se o resto! Se arrependeu? Não repita o erro. Gostou mas não quer? Recuse da próxima vez. O controle da sua vida é seu e não deveria ter influência dos outros!
Eu tento ao máximo não deixar os outros influenciarem nas minhas escolhas, tem que ser algo meu, eu devo ouvir a quem eu quiser, mas devo saber das consequências. Porem tem sim a parte difícil, por mais que tento não me importar, não é fácil o julgamento dos outros, por mais que você ignore, você sente os olhares e teme por sua reputação. É fácil falar para não ligar para os outros, difícil é seguir o conselho. 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

A invisibilidade
Uma condição
Tão forte e transparente
Como uma paixão

A invisibilidade
Perto da parede
Com a cabeça baixa
E um coração carente

A invisibilidade
Com o uniforme do invisível
Padrão da sociedade
Papel imprescindível

A invisibilidade
Sem arrependimento
Uma escolha pessoal
Um próprio consentimento

Um agente social
Um amor não respondido
Uma escolha pessoal
Um humano invisível

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O vicio da estrada
O medo do encontro
A vida parada
Estagnada
Focada no confronto

Vontade de seguir
Medo de sorrir
A vida, vívida, vivida 
Vadia
Saudades do futuro
Esperando pelo passado
Amassado
Estuprado

Raso
No fundo
Nado
Sem destino
E ela, nada
Para o mesmo lugar
Será?

Parado
Focado
Em não focar
Em se armar
Em não amar

sábado, 2 de novembro de 2013

Bom, como eu já disse, não estive muito bem nos últimos dias, para ser mais específica, na ultima semana, de segunda a quinta. Mas eu achava que tinha tirado algo bom disso, tinha chego a conclusão de que eu não estava afim de T (nenhum nome será mencionado), nunca estivera, era tudo uma desculpa, inconsciente, para esquecer F (motivo da minha depressão semanal). Eu estava certa de que, o que eu sentia por T não passava de amizade e admiração. Então veio a noite de sexta para sábado, e eu sonhei.
Para aqueles que já me achavam mentalmente perturbada, lá vai (terei que mudar algumas coisas para que não fique completamente obvio de quem estou falando):
Como é um sonho, não lembro como começou, a primeira memória que tenho é eu e M caminhando pelo centro da cidade onde estávamos (no sonho nós estávamos viajando), de madrugada, após uma reunião de nosso grupo de estudos. Nós duas caminhávamos sozinhas por uma rua/atalho mais afastada, quando um ônibus parou atrás de nós e algumas pessoas saltaram. Até ai tudo normal, porém uma das pessoas que saiu do ônibus, um garoto com aproximadamente uns 17, 18 anos, tentou agarrar M, claramente com o intuito de estupra-la. Péssima ideia, amigo. Quando vi o que estava acontecendo, empurrei o cara para longe.
"Ah, olha pra essa dai, aposto que quer tudo pra você" Ele falou algo assim e veio para cima de mim. - Terei que interromper um pouco para falar o quanto fico nauseada com isto. Não me estenderei, mas me da raiva apenas de pensar - Quando ele veio para cima de mim, nocauteei-o e sai correndo com M.
Entramos no primeiro local aberto que encontramos, um centro de proteção à jovens adultos, onde uma mulher nos atendeu e começamos a tentar explicar o que havia acontecido. Enquanto eu e M tentávamos fazer sentido, o cara que nos agarrara na rua chegou, nos seguindo. A mulher que nos atendeu prendeu-o e nós saímos do local. 
Olhando para o outro lado da rua, avistamos T sentado sozinho em uma mesa de uma sorveteria. Chegando para falar com ele, M desabou a chorar, logo recebendo um abraço dele, depois ele se dirigiu a mim (M sumiu magicamente nesta hora), perguntando se eu estava bem e me dando um abraço acolhedor (como todos o que ele dá) e protetor, mas apesar de ele ter uma namorada (sim, na vida real também. Infelizmente), até ali estava tudo normal, se tratando dele. Mas eu tive que sair, meio correndo, não sei por qual motivo. Eu o beijei. 
 ~ Eu. Eu tomei a iniciativa! Temos dois pontos aqui: 1. É raro eu sonhar que eu beijo alguém! 2. EU NUNCA TOMO A INICIATIVA!! (salvo uma vez em que o guri era completamente broxa. Tadinho. Mas não normalmente na vida real, muito menos em sonhos). Enfim, voltando ao sonho ~
Ele pareceu meio surpreso, mas também pareceu gostar (ah, sobre o fato da namorada, digamos que ele não é exatamente fiel à aliança - vida e sonho -).
O resto eu não me lembro direito, sei que havia uma piscina em uma espécie de barco onde estava tendo uma festa e nós estávamos fugindo do cara do mal, pois descobrimos que o centro de proteção à jovens adultos era na verdade uma grande máfia e eles não podiam ser confiáveis, além de estarem contra nós e nosso grupo de estudos. Em outro momento estávamos em uma casina, a "sede" de nosso grupo, que era também um esconderijo, eu estava deitada no sofá (aquele do tipo que abre para que você possa esticar as pernas) e T chegou no local. Não sei porque, mas naquele momento não nos importamos com o fato de todos do grupo saberem que ele tem namorada. Ele fez um sinal para mim e veio deitar-se do meu lado, bem junto a mim.

É tudo que me lembro. Saudades sentido.
Acordei me perguntando o que ha de errado comigo, com meu subconsciente, com minha cabeça e com meu coração. Então pensei no F, e meio que voltei a dormir/limbo entre sonho e realidade.